BLOG FECHADO

07
Abr 08

Sentei-me num banco de jardim com a Ana.

Estava frio e vento, não faltava muito para chover, mas nós precisávamos de um momento de silêncio, sem ninguém a rondar e a chatear.

Eu sabia que ela estava a olhar para mim, apesar de eu ter os olhos fechados. Senti que ela me fitava, à espera que eu dissesse alguma coisa, alguma coisa importante. Suspirei. Ainda não estava na hora de lhe falar dele. Mas ela bem sabia, ela disse-me nessa manhã: «A tua cabeça está noutro sítio, Joana. Aqui é que não está. Em quem está?».

«Não sei» respondi.

Eu sabia, na verdade. Desde aquela manhã de meados de Março que eu não tirava a cabeça dele. O seu sorriso era demasiado simples, demasiado puro, os seus olhos demasiadamente sinceros. O Jonas tomou-me de assalto, de surpresa, num ataque que eu nunca previria. Foi um momento muito ''normal'': ele sorriu, disse-me olá e beijou-me na bochecha. Sei que corei, pelo menos fiquei com as faces quentes. O Jonas foi algo que eu só tinha visto em sonhos. O típico cavaleiro de armadura cintilante, bonito, alto, de cabelo escuro suavemente encaracolado.

A Ana riu-se quando eu o descrevi, disse que ninguém podia ser assim perfeito.

Mas eu nunca disse que ele era perfeito, apenas disse que ele era o Jonas. O Jonas que faz o meu coração sair pela boca de cada vez que ouço os seus passos.

Inspirei e disse:

                              - Eu acho que estou apaixonada por ele...

A Ana sorriu.

Até a um próximo post,

Joana F.

publicado por Katerina K. às 19:51

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