BLOG FECHADO

05
Ago 09

            - Anjo? – soltei, num arquejo.

Ergui os olhos para ele. A pele tão branca, os olhos prateados ardendo nas órbitas marmóreas, o cabelo negro como um corvo húmido da chuva. Anjo. Anjo, deveras.

            - Sim. – respondeu ele – Odeio o meu nome, tive de arranjar maneira de o tornar mais agradável. Assim, se tomares a primeira letra de cada nome meu, tens…

            - Anjo.

            - Exactamente.

Era uma alcunha inteligente, e diabolicamente apropriada.

Ele estendeu a mão e, ao apertá-la, constatei que a sua pele era fria como pedra. Quando levou as costas da minha mão aos lábios, estes queimaram-me de tão gelados que se encontravam. Encolhi-me o suficiente para o David perceber que eu não me sentia confortável nas redondezas do Anjo. Pondo um braço à volta dos meus ombros, disse:

            - Bem, vamos subir. Foi um prazer ver-te, Anjo. Quando estiveres por perto outra vez, apita.

Apresentando um sorriso torcido, acenei timidamente. Virámo-nos e começámos a atravessar o corredor desprovido de luz.

            - Oh, - proferiu o Anjo – eu vou estar por perto.

E fechou a porta nas nossas costas, sendo a última coisa que vi o seu magnífico olho feito de nevoeiro.

A maneira como ele dissera aquela frase deixara-me ligeiramente receosa. Consegui manter-me em silêncio apenas até ter a certeza que ele já não nos conseguia ouvir.

            - David, - murmurei – ele é assustador.

            - O Anjo?

            - Quem mais podia ser?

            - Ele é assim, estranho. Mas não é má pessoa.

            - Nunca disse que era má pessoa.

O David não respondeu. Dei por mim a subir as escadas que nos conduziam ao primeiro andar. Também este se encontrava preenchido pela mais plena escuridão. Eu sabia de cor como chegar ao quarto do David: quinze passos em frente, cinco à direita, um à esquerda. Ele abriu a porta e estendeu o braço para o interruptor. A luz ofuscou-me os olhos, já habituados ao escuro, e tudo me pareceu incrivelmente branco.

publicado por Katerina K. às 11:03

Ueeee...a parte V...está tão perfeitinha =3
E se o livro tiver espaçamentos agradáveis...talvez me convenças!!!=P
J a 5 de Agosto de 2009 às 15:37

então deve de ser visto como algo positivo eu falar do capitulo como se fosse um bebé ^^
J a 5 de Agosto de 2009 às 16:44

Oláaaa*

No outro dia não cheguei a ler, mas hoje li, li os dois magnificos capitulos!!!Adoro simplesmente, não é preciso dizer mais nada, pois não?!

*beijinhooos
Young MJ* a 5 de Agosto de 2009 às 17:25

Vai a meio, qualquer dia acaba! :P

Beijinho flautístico,
J.F.

quem não adora!!!=3
J a 5 de Agosto de 2009 às 18:26

Eu só quero 2 e de preferência um casalinho ou dois rapazes...^^, e depois quando os bebés pegam nos nosso dedos com aquelas mãozinhas bué pequeninas e fofas e apertam..tão bom =3
J a 5 de Agosto de 2009 às 18:35

E depois quando eles começama fingir que chorar e nós lhe damos atenção e eles começam a sorrir e ficam com um brilhozinho nos olhos perfeito =3
J a 5 de Agosto de 2009 às 18:53

Todas as pessoas gostam de bebés fingem é que não ^^
J a 5 de Agosto de 2009 às 18:56

Bebés =3---
J a 5 de Agosto de 2009 às 19:08

Olá Joana. Olha minha amiga. Eu já não sei o que te dizer, para ser diferente, mas sempre te digo está Cada vez melhor A tua História, só espero que a segunda metade se mantenha com a mesma qualidade. Abraço Eduardo.
Fisga a 5 de Agosto de 2009 às 19:08

Também espero que sim! Mas isso deixo ao vosso critério!

Abraço flautístico,
J.F.

Olá amiga Joaninha. Eu acredito em ti e sei que vais fazer Aida melhor. Força e não tenhas medo. Abraço Eduardo.

Ensinaram-me que o medo era a escapatória dos fracos. Nunca terei medo.

Abraço flautístico,
J.F.

Olá Joaninha. Sobre o medo, parabéns ao prof. e à aluna. Sobre o outro coment. Que fala das/os fãs. É uma constatação Obvia. Abraço Eduardo.

Sabes uma coisa? Sem ofensa para Anjo , mas a palidez dele, os cabelos escuros,
órbitas marmóreas e aquele ar misterioso, quase tétrico, me parece conhecê-lo e bem!

Já o encontrei num jardim, numa noite iluminada com clarões de rosas e ao longe
tocava uma guitarra em som dolente...
E no escuro dessa noite, só o branco da sua face se vislumbrava.
E tive medo
e fugi, dessa figura fantasmagórica.
E agora, ele aparece na tua história!

Estranho e misterioso, como eu o vi!Não te lembras quem possa ser? Pensa por ti e por
mim e elucida-me!

Maria Luísa

Bem, eu também pensei o mesmo. Eu SABIA que não o conhecia, mas o seu rosto me era vagamente familiar. Até hoje, não sei o porquê disso. Talvez eu o tenha vislumbrado em Frankfurt, inconscientemente, mas não me parece. Na verdade, ele apareceu na minha vida abruptamente, com o seu constante ar de cangalheiro. Mas agora pergunto-me se o quero fora dela. :)

Beijinho flautístico,
J.F.

Agora tu é que sabes e decides!

Mas afastá-lo da tua vida não é , um pouco, cruel ? Que dizes? Pondera bem!

Maria luísa

A questão é mesmo essa. Acho que NÃO quero. Mas espera por uns capítulos mais à frente e perceberás o porquê. :)

Beijinho flautístico,
J.F.

Fico a aguardar! Avisa!Já leste o meu último poema? Lê, por favor.

Beijos,

Mª. Luísa

Estou a caminho! :)

parece um vampiro

loool
Núria a 6 de Agosto de 2009 às 15:38

Núria,
Bem, tens o mesmo nome da irmã dele! :)
E sim, ele PARECE um vampiro. Mas tenho bastante a certeza que não é! ;)


Beijinho flautístico,
J.F.

Pois aparece, reparei nisso agora que acabei de ler a parte VI ^^


Beijoca
Núria a 6 de Agosto de 2009 às 15:49

Agosto 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
13
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
27
29

30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

RSS
arquivos
mais sobre mim
pesquisar
 
favoritos

#5

blogs SAPO